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quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

UFPI sediará XV Encontro de Ciências Sociais Norte/Nordeste PRÉ-ALAS Brasil



O XV Encontro de Ciências Sociais Norte/Nordeste PRÉ-ALAS Brasil será realizado na Universidade Federal do Piauí (UFPI), em Teresina, entre os dias 04 e 07 de setembro de 2012, em dois momentos: a seleção de atividades nos distintos formatos definidos no edital e o recebimento e seleção de propostas de trabalho para participação nos Grupos de Trabalho (GTs).
O evento terá como tema geral: "DESENVOLVIMENTO, MEIO AMBIENTE E PAISAGEM HUMANA DO NORTE- NORDESTE: DESAFIOS E PERSPECTIVAS", e será promovido pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Universidade Estadual do Piauí (UESPI), em parceria com Programas de Pós-Graduação: Ciências Políticas, Antropologia e Arqueologia e Políticas Públicas.
Todo e qualquer envio de proposta de trabalho para os GTs, mesas-redondas, mini-cursos e painéis deverá ser feito através de sistema eletrônico on-line, disponível no endereço a ser divulgado no site da UFPI.
Via site UFPI.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

VI Reunião de Teoria Arqueológia da América do Sul


Inscrevam seus trabalhos na VI Reunião de Teoria Arqueológica da América do Sul, que ocorrerá na cidade de Goiânia entre os dias 17 a 21 de Setembro de 2012. Confiram os Simpósios Temáticos clicando AQUI.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Livro: Antropologia das Sociedades Contemporâneas - Métodos


Confiram o livro Antropologia das Sociedades Contemporâneas. BAIXE AQUI.

OFERTA DE DISCIPLINAS – 2012/1 PPGAArq

Segue abaixo os horários e as disciplinas do semestre 2012/1 do Programa de Pós-graduação em Antropologia e Arqueologia da UFPI. Lembrando que os alunos podem se matricular em disciplinas de ambas as linhas de pesquisa e áreas de concentração.


ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM ANTROPOLOGIA


HORÁRIO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
08:00 -12:00

História Social da Antropologia

Profa. Verônica

Sala 362

Antropologia I

Profa.May

Sala 362
História Social da Arqueologia

Profa. Jacionira

Sala 362
-
Leituras Etnográficas

Profs. Lídia, Robson e João Miguel

Sala 362
14:00 -18:00
Métodos e Técnicas de Pesquisa em Antropologia I

Prof. Alejandro

Sala 362

Tópicos Especiais de Antropologia – Memória, Narrativa e Oralidade

Prof. Américo

Sala 362

Tópicos Especiais de Antropologia – Ruralidades Piauienses, Juventudes e Identidades

Sala 362
-
Laudos Antropológicos

Profs. Andrey (CPDA/UFRRJ) e May

Datas: 
de 18 a 24/03/12 e de 24 a 30/06/12
(aulas concentradas)





ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM ARQUEOLOGIA


HORÁRIO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
08:00-12:00
História Social da Antropologia

Profa. Verônica

Sala 362

Métodos e Técnicas de Pesquisa em Arqueologia I

Profa. Conceição

Sala ????

História Social da Arqueologia

Profa. Jacionira

Sala 362
Arqueologia I

Prof. Flávio

Sala 362
Tópicos Especiais de Arqueologia - Etnoarqueologia

Profa. Andrea

Sala ????

    Reunião Brasileira de Antropologia (RBA)



    Os discentes do PPGAArq tem o prazer de informar a todos visitantes do blog AnthroArcheo que durante os dias 2 a 5 de julho de 2012 ocorrerá a 28ª Reunião Brasileira de Antropologia, sediada pela PUC/SP, na cidade de São Paulo.

    Confiram o site, apreciem as temáticas e propostas de Grupos de Trabalhos e inscrevam seus trabalhos! Clique AQUI e confira.

    domingo, 30 de outubro de 2011

    Revista Espaço Ameríndio

    Revista Espaço Ameríndio, publicação eletrônica de periodicidade semestral do Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT), PPGAS-UFRGS, em parceria com o Prof. Dr. Carlos Paz (UNICEN/ARG) e Guilherme Felippe (Doutorando em História/UNISINOS), comunica o lançamento de sua edição especial temática,vol. 5 n. 2, Fontes e problemas coloniais, leituras atuais: temas da cultura sul-ameríndia no contexto colonial , cujo objetivo é promover investigações no âmbito da História e da Antropologia desde a experiência do contato entre os nativos e o mundo colonial, tanto na América portuguesa como na América espanhola. 

    A Espaço Ameríndio visa promover o desenvolvimento da pesquisa sobre populações ameríndias, principalmente proporcionando uma reflexão transdisciplinar sobre a temática. Assim, queremos divulgar a publicação para as mais diversas áreas de interesse, como Antropologia, Letras, Etno-história, Linguística, História, Arqueologia, Etnoarqueologia, Arquitetura, Biologia, Ecologia, Educação, Saúde, Nutrição, Direito, Arte, entre outras.

    Nesta edição:

    ARTIGOS
    DAS PRÁTICAS TRADICIONAIS ÀS PRÁTICAS REDUCIONAIS: RITUAIS DE CURA, LUTO E SEPULTAMENTO NAS REDUÇÕES JESUÍTICO-GUARANIS (PROVÍNCIA JESUÍTICA DO PARAGUAI, SÉCULO XVII) -ELIANE FLECK (UNISINOS)

    A PRESENÇA INDÍGENA NAS CAPELAS DA CAPITANIA DE SÃO VICENTE (SÉCULO XVII) - 
    GLÓRIA KOK (UNICAMP)

    HARMONIAS E DISSONÂNCIAS DA FÉ: JESUÍTAS, AMERÍNDIOS E A MÚSICA NOS PRIMEIROS ANOS DO CONTATO - LUISA WITTMAN (UDESC)

    OBJETOS, TÉCNICAS E SUBJETIVIDADES DE FORA: A COSMOLOGIA SUL-AMERÍNDIA NO CONTATO COLONIAL DO SÉCULO XVIII - GUILHERME FELIPPE (UNISINOS)


    ENTREVISTA

    GRACIELA CHAMORRO - CARLOS PAZ (UNICEN/ARG), GUILHERME FELIPPE (UNISINOS)


    RESENHAS



    CHAMORRO, Graciela. Decir el cuerpo: Historia y etnografía del cuerpo en los pueblos Guaraní. Asunción: Tiempo de Historia/FONDEC, 2009. 408 p. - JOSEFINA CARGNEL (UNNE/ARG)

    WILDE, Guillermo. Religión y poder en las misiones de guaraníes. Buenos Aires: SB, 2009. 512 p. - LUÍS CERVEIRA (UNISINOS)



    PUBLICAÇÃO COMPLETA E EDIÇÕES ANTERIORES EM:
     http://seer.ufrgs.br/EspacoAmerindio/index

    quinta-feira, 20 de outubro de 2011

    "Antropologia e Ciência: desafios contemporâneos", por Stelio Marras e Guilherme José da Silva e Sá (*)

    Uma nova área da antropologia, frequentemente chamada de Antropologia da Ciência e Tecnologia, tem se constituído como das mais produtivas e inovadoras no atual cenário internacional dos estudos antropológicos. Também no Brasil, pesquisadores dos principais centros de ensino e pesquisa ligados à antropologia, embora não só a esta disciplina, já desenvolvem trabalhos sobre a função ontológica e epistemológica das ciências e das técnicas em nossa sociedade.


    De fato, se a fascinante empresa da antropologia se funda na reflexividade provocada pela descoberta do outro, esse modo radical de conhecimento deveria, contudo, ser aplicável a nósmesmos, como condição de se confirmar ou não os fundamentos epistemológicos da disciplina. Se ela é esclarecedora para a alteridade, deve ser também para a identidade, pois se não for possível fazê-lo, abre-se, desde então, um terrível fosso entre nós e eles. Mas como antropologizar a própria sociedade do observador? Os experimentos mais comuns incidem sobre o que há de exótico,tradicional ou popular na sociedade ocidental. Repousariam nesses domínios, digamos, pré-modernos os objetos, estes sim, tradicionais da disciplina. Tais estudos, como os de antropologia urbana, produzem resultados de alcance certamente útil e em alguma medida reveladores, mas que parecem não privilegiar zonas fundamentais da cosmologia ocidental ou moderna. Mas uma antropologia que pretenda dialogar com o mundo contemporâneo não pode e não deve ignorar a ciência – suas práticas, seus discursos, seus efeitos –, já que o mundo dos homens é feito originariamente com o mundo das coisas. Como excluir a tecnologia do imaginário e da ação prática ocidental?

    A proposta de uma antropologia da ciência relaciona-se diretamente com a produção científica tal como é feita na prática – daí o grande interesse pelo que se passa dentro dos laboratórios, como os de biologia e física. Como antropologia, supõe o método etnográfico, que surpreende a ciência em ação, ao contrário da tradição de estudos sociais e históricos que se debruçam sobre os chamados fatos estabelecidos, isto é, os objetos já prontos de uma Ciência que aparece no maiúsculo. Trata-se de flagrar, antes, o modo como o real se torna real, mas sem com isso aderir seja ao construtivismo-sociologismo (tradição das ciências sociais), seja ao realismo-naturalismo (tradição das ciências da natureza). Isto é possível, como propõe o antropólogo Bruno Latour, por certo o mais influente teórico contemporâneo que advoga por uma antropologia da ciência e das técnicas, por via do estudo dasredes, isto é, o modo como na prática os humanos e os não-humanos se associam.

    Homens e coisas se associam numa só rede de múltipla agência. É que “vivemos em sociedades que têm por laço social os objetos fabricados em laboratório”, diz Latour:
    “Aqueles que são incapazes de explicar a irrupção dos objetos no coletivo humano, com todas as manipulações e práticas que eles necessitam, não são antropólogos, uma vez que aquilo que constitui, desde a época de Boyle, o aspecto mais fundamental de nossa cultura, foge a eles: vivemos em sociedades que têm por laço social os objetos fabricados em laboratório”[1]
    Se os humanos fazem as coisas, também as coisas (os objetos, os não-humanos, ou melhor, os "quase-sujeitos", "quase-objetos", na terminologia do autor) fazem os humanos. Ou ainda: “há tanto uma história social das coisas quanto uma história ‘coisificada’ dos humanos”[2]. Isto equivale a afirmar que é simetricamente interessante “tanto a história do envolvimento dos humanos na construção dos fatos científicos quanto o envolvimento das ciências na feitura da história humana”[3].

    Os seres que aparecem nos recintos laboratoriais criam ou integram as redes que conectam este universo tecno-científico à sociedade humana. Seguir no encalço destas redes empíricas, discursivas e reais significa seguir os fatos em processo, reencontrando o nível da descrição, o nível propriamente etnográfico da indução. Trata-se de focar nas coisas e fatos não como eles são, mas como eles se tornam. Antes do ser, o “tornar-a-ser” – o que não significa recair nas facilidades do construtivismo. Antes da purificação dos fatos entre sociais ou naturais, é preciso surpreender o seu caráter híbrido nos recintos.

    Pois entrar nos recintos, inteirar-se dos termos, debates e controvérsias científicas, todo esse trabalho de descrição das práticas laboratoriais integra os principais desafios de uma antropologia da ciência. É por isso que neste empreendimento deve-se considerar que, para pensar sobre os cientistas, é preciso, antes, pensar com eles, na prática, na ciência em ação.

    [1] Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. São Paulo, Ed. 34, 1994.
    p. 27.
    [2] Bruno Latour, A esperança de Pandora – ensaios sobre a realidade dos estudos científicos. Bauru, SP; Edusc, 2001, p. 32.
    [3] Idem, p. 23.

    (*) Stelio Marras é doutorando do PPGAS - USP e membro do Grupo de Estudos de Antropologia da Ciência e Tecnologia.
    Guilherme José da Silva e Sá é doutorando do PPGAS/Museu Nacional - UFRJ e membro do Grupo de Estudos de Antropologia da Ciência e Tecnologia




    Fonte: http://www.antropologia.com.br/colu/colu28.htm