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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Livro: Antropologia das Sociedades Contemporâneas - Métodos


Confiram o livro Antropologia das Sociedades Contemporâneas. BAIXE AQUI.

OFERTA DE DISCIPLINAS – 2012/1 PPGAArq

Segue abaixo os horários e as disciplinas do semestre 2012/1 do Programa de Pós-graduação em Antropologia e Arqueologia da UFPI. Lembrando que os alunos podem se matricular em disciplinas de ambas as linhas de pesquisa e áreas de concentração.


ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM ANTROPOLOGIA


HORÁRIO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
08:00 -12:00

História Social da Antropologia

Profa. Verônica

Sala 362

Antropologia I

Profa.May

Sala 362
História Social da Arqueologia

Profa. Jacionira

Sala 362
-
Leituras Etnográficas

Profs. Lídia, Robson e João Miguel

Sala 362
14:00 -18:00
Métodos e Técnicas de Pesquisa em Antropologia I

Prof. Alejandro

Sala 362

Tópicos Especiais de Antropologia – Memória, Narrativa e Oralidade

Prof. Américo

Sala 362

Tópicos Especiais de Antropologia – Ruralidades Piauienses, Juventudes e Identidades

Sala 362
-
Laudos Antropológicos

Profs. Andrey (CPDA/UFRRJ) e May

Datas: 
de 18 a 24/03/12 e de 24 a 30/06/12
(aulas concentradas)





ÁREA DE CONCENTRAÇÃO EM ARQUEOLOGIA


HORÁRIO
SEGUNDA
TERÇA
QUARTA
QUINTA
SEXTA
08:00-12:00
História Social da Antropologia

Profa. Verônica

Sala 362

Métodos e Técnicas de Pesquisa em Arqueologia I

Profa. Conceição

Sala ????

História Social da Arqueologia

Profa. Jacionira

Sala 362
Arqueologia I

Prof. Flávio

Sala 362
Tópicos Especiais de Arqueologia - Etnoarqueologia

Profa. Andrea

Sala ????

    Reunião Brasileira de Antropologia (RBA)



    Os discentes do PPGAArq tem o prazer de informar a todos visitantes do blog AnthroArcheo que durante os dias 2 a 5 de julho de 2012 ocorrerá a 28ª Reunião Brasileira de Antropologia, sediada pela PUC/SP, na cidade de São Paulo.

    Confiram o site, apreciem as temáticas e propostas de Grupos de Trabalhos e inscrevam seus trabalhos! Clique AQUI e confira.

    domingo, 30 de outubro de 2011

    Revista Espaço Ameríndio

    Revista Espaço Ameríndio, publicação eletrônica de periodicidade semestral do Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais (NIT), PPGAS-UFRGS, em parceria com o Prof. Dr. Carlos Paz (UNICEN/ARG) e Guilherme Felippe (Doutorando em História/UNISINOS), comunica o lançamento de sua edição especial temática,vol. 5 n. 2, Fontes e problemas coloniais, leituras atuais: temas da cultura sul-ameríndia no contexto colonial , cujo objetivo é promover investigações no âmbito da História e da Antropologia desde a experiência do contato entre os nativos e o mundo colonial, tanto na América portuguesa como na América espanhola. 

    A Espaço Ameríndio visa promover o desenvolvimento da pesquisa sobre populações ameríndias, principalmente proporcionando uma reflexão transdisciplinar sobre a temática. Assim, queremos divulgar a publicação para as mais diversas áreas de interesse, como Antropologia, Letras, Etno-história, Linguística, História, Arqueologia, Etnoarqueologia, Arquitetura, Biologia, Ecologia, Educação, Saúde, Nutrição, Direito, Arte, entre outras.

    Nesta edição:

    ARTIGOS
    DAS PRÁTICAS TRADICIONAIS ÀS PRÁTICAS REDUCIONAIS: RITUAIS DE CURA, LUTO E SEPULTAMENTO NAS REDUÇÕES JESUÍTICO-GUARANIS (PROVÍNCIA JESUÍTICA DO PARAGUAI, SÉCULO XVII) -ELIANE FLECK (UNISINOS)

    A PRESENÇA INDÍGENA NAS CAPELAS DA CAPITANIA DE SÃO VICENTE (SÉCULO XVII) - 
    GLÓRIA KOK (UNICAMP)

    HARMONIAS E DISSONÂNCIAS DA FÉ: JESUÍTAS, AMERÍNDIOS E A MÚSICA NOS PRIMEIROS ANOS DO CONTATO - LUISA WITTMAN (UDESC)

    OBJETOS, TÉCNICAS E SUBJETIVIDADES DE FORA: A COSMOLOGIA SUL-AMERÍNDIA NO CONTATO COLONIAL DO SÉCULO XVIII - GUILHERME FELIPPE (UNISINOS)


    ENTREVISTA

    GRACIELA CHAMORRO - CARLOS PAZ (UNICEN/ARG), GUILHERME FELIPPE (UNISINOS)


    RESENHAS



    CHAMORRO, Graciela. Decir el cuerpo: Historia y etnografía del cuerpo en los pueblos Guaraní. Asunción: Tiempo de Historia/FONDEC, 2009. 408 p. - JOSEFINA CARGNEL (UNNE/ARG)

    WILDE, Guillermo. Religión y poder en las misiones de guaraníes. Buenos Aires: SB, 2009. 512 p. - LUÍS CERVEIRA (UNISINOS)



    PUBLICAÇÃO COMPLETA E EDIÇÕES ANTERIORES EM:
     http://seer.ufrgs.br/EspacoAmerindio/index

    quinta-feira, 20 de outubro de 2011

    "Antropologia e Ciência: desafios contemporâneos", por Stelio Marras e Guilherme José da Silva e Sá (*)

    Uma nova área da antropologia, frequentemente chamada de Antropologia da Ciência e Tecnologia, tem se constituído como das mais produtivas e inovadoras no atual cenário internacional dos estudos antropológicos. Também no Brasil, pesquisadores dos principais centros de ensino e pesquisa ligados à antropologia, embora não só a esta disciplina, já desenvolvem trabalhos sobre a função ontológica e epistemológica das ciências e das técnicas em nossa sociedade.


    De fato, se a fascinante empresa da antropologia se funda na reflexividade provocada pela descoberta do outro, esse modo radical de conhecimento deveria, contudo, ser aplicável a nósmesmos, como condição de se confirmar ou não os fundamentos epistemológicos da disciplina. Se ela é esclarecedora para a alteridade, deve ser também para a identidade, pois se não for possível fazê-lo, abre-se, desde então, um terrível fosso entre nós e eles. Mas como antropologizar a própria sociedade do observador? Os experimentos mais comuns incidem sobre o que há de exótico,tradicional ou popular na sociedade ocidental. Repousariam nesses domínios, digamos, pré-modernos os objetos, estes sim, tradicionais da disciplina. Tais estudos, como os de antropologia urbana, produzem resultados de alcance certamente útil e em alguma medida reveladores, mas que parecem não privilegiar zonas fundamentais da cosmologia ocidental ou moderna. Mas uma antropologia que pretenda dialogar com o mundo contemporâneo não pode e não deve ignorar a ciência – suas práticas, seus discursos, seus efeitos –, já que o mundo dos homens é feito originariamente com o mundo das coisas. Como excluir a tecnologia do imaginário e da ação prática ocidental?

    A proposta de uma antropologia da ciência relaciona-se diretamente com a produção científica tal como é feita na prática – daí o grande interesse pelo que se passa dentro dos laboratórios, como os de biologia e física. Como antropologia, supõe o método etnográfico, que surpreende a ciência em ação, ao contrário da tradição de estudos sociais e históricos que se debruçam sobre os chamados fatos estabelecidos, isto é, os objetos já prontos de uma Ciência que aparece no maiúsculo. Trata-se de flagrar, antes, o modo como o real se torna real, mas sem com isso aderir seja ao construtivismo-sociologismo (tradição das ciências sociais), seja ao realismo-naturalismo (tradição das ciências da natureza). Isto é possível, como propõe o antropólogo Bruno Latour, por certo o mais influente teórico contemporâneo que advoga por uma antropologia da ciência e das técnicas, por via do estudo dasredes, isto é, o modo como na prática os humanos e os não-humanos se associam.

    Homens e coisas se associam numa só rede de múltipla agência. É que “vivemos em sociedades que têm por laço social os objetos fabricados em laboratório”, diz Latour:
    “Aqueles que são incapazes de explicar a irrupção dos objetos no coletivo humano, com todas as manipulações e práticas que eles necessitam, não são antropólogos, uma vez que aquilo que constitui, desde a época de Boyle, o aspecto mais fundamental de nossa cultura, foge a eles: vivemos em sociedades que têm por laço social os objetos fabricados em laboratório”[1]
    Se os humanos fazem as coisas, também as coisas (os objetos, os não-humanos, ou melhor, os "quase-sujeitos", "quase-objetos", na terminologia do autor) fazem os humanos. Ou ainda: “há tanto uma história social das coisas quanto uma história ‘coisificada’ dos humanos”[2]. Isto equivale a afirmar que é simetricamente interessante “tanto a história do envolvimento dos humanos na construção dos fatos científicos quanto o envolvimento das ciências na feitura da história humana”[3].

    Os seres que aparecem nos recintos laboratoriais criam ou integram as redes que conectam este universo tecno-científico à sociedade humana. Seguir no encalço destas redes empíricas, discursivas e reais significa seguir os fatos em processo, reencontrando o nível da descrição, o nível propriamente etnográfico da indução. Trata-se de focar nas coisas e fatos não como eles são, mas como eles se tornam. Antes do ser, o “tornar-a-ser” – o que não significa recair nas facilidades do construtivismo. Antes da purificação dos fatos entre sociais ou naturais, é preciso surpreender o seu caráter híbrido nos recintos.

    Pois entrar nos recintos, inteirar-se dos termos, debates e controvérsias científicas, todo esse trabalho de descrição das práticas laboratoriais integra os principais desafios de uma antropologia da ciência. É por isso que neste empreendimento deve-se considerar que, para pensar sobre os cientistas, é preciso, antes, pensar com eles, na prática, na ciência em ação.

    [1] Jamais fomos modernos: ensaio de antropologia simétrica. São Paulo, Ed. 34, 1994.
    p. 27.
    [2] Bruno Latour, A esperança de Pandora – ensaios sobre a realidade dos estudos científicos. Bauru, SP; Edusc, 2001, p. 32.
    [3] Idem, p. 23.

    (*) Stelio Marras é doutorando do PPGAS - USP e membro do Grupo de Estudos de Antropologia da Ciência e Tecnologia.
    Guilherme José da Silva e Sá é doutorando do PPGAS/Museu Nacional - UFRJ e membro do Grupo de Estudos de Antropologia da Ciência e Tecnologia




    Fonte: http://www.antropologia.com.br/colu/colu28.htm

    terça-feira, 18 de outubro de 2011

    Chama para publicação na Revista Vestígios


    Olá a todos, a Revista Vestígios (Revista Latino-americana de Arqueologia Histórica) ainda está recebendo trabalhos para publicação.

    "A revista latino-americana de arqueologia histórica, pretende viabilizar esse espaço de aproximação e interação entre pesquisadores, que trabalham com essa temática. A Revista será implementada com sólidos critérios de excelência - através de pareceres - e abordará tanto questões teórico-metodológicas quanto estudos de caso em Arqueologia Histórica Latino-americana.
    A proposta é publicar dois (02) números por ano através do Laboratório de Arqueologia da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal de Minas Gerais. Tendo um caráter latino-americano, os idiomas da Revista serão o português e o espanhol."

    Acessem o síte a seguir e confiram as normas:
    http://www.vestigios.fafich.ufmg.br/normas.php